quarta-feira, 9 de julho de 2014

Muito além dos 7 x 1

Foi uma seleção de um técnico completamente ultrapassado e de jogadores de videogame e redes sociais.

Em nenhum dos seis jogos, as lavadeiras da seleção tiveram trabalho para lavar o uniforme.

Todos os 31 times apresentaram, ao menos, uma novidade. E o Brasil? Foram 725 comerciais envolvendo jogadores e comissão técnica. Mais de 50 milhões de fotos e posts em redes sociais. Hino cantado a plenos pulmões por todos os jogadores, mas, e futebol? Cadê o futebol?

Em qual momento da Copa o Brasil se mostrou superior a qualquer um dos seus adversários? Eu digo: Nenhum. Nem contra Camarões.

Os 61 jogos da Copa, até aqui, foram emocionantes. Menos os nossos. Jogos chatos, preguiçosos, que arrastavam e pareciam intermináveis.

Vamos excluir o Neymar da lista, ok? Quais jogadores do elenco são indispensáveis aos seus times? Marcelo e Daniel Alves jogam em times que até minha mãe jogaria, entretanto, são medíocres como jogadores. Eu digo isso faz tempo.

Os demais são todos secundários em seus clubes. Todos!!!!!

Como ganhar uma Copa com Fred, Bernard, Jô, Hulk, Fernandinho, Marcelo, Daniel Alves etc... etc...

Um time desses jamais será respeitado por outro time com o mesmo peso de camisa.

O campeonato alemão tem, praticamente, 100% de ocupação nos estádios durante toda a temporada. É um dos torneios mais competitivos do mundo. O Bayern, campeão de tudo, é base da seleção. A Alemanha chegou a essa final quando perdeu em casa em 2006. Eles mudaram tudo. Reestruturaram o futebol e sua seleção.

Quantos jogadores do atual campeão brasileiro foram convocados? O Brasileirão é um campeonato falido. Os treinadores brasileiros são péssimos. E podem incluir Mano Menezes, Tite, Muricy, Autori, quantos couberem na lista, Não estudam, não vivem, não respiram futebol. São poucos para tantos clubes. Logo, estão sempre empregados e com salários estratosféricos.

O Felipão é horroroso. Parreira, mais ainda. Mesmo com jogadores meia-boca daria para fazer melhor. Treinar mais, focar mais, se dedicar mais, enfim. Qualquer coisa diferente do que eles fizeram.

Ou será que acharam que seria possível ganhar uma Copa apenas na base da motivação? Do grito? 

Os 7 x 1 ficam para trás. Mas, será que essa geração é realmente talentosa? Teremos um time para a próxima Copa? Vamos nos classificar para a próxima Copa?


O mundo evoluiu demais, o futebol evoluiu demais. A CBF continuou com Marin, Felipão, Parreira e Murtosa. Preciso falar mais alguma coisa?!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Eu não acredito!!!

O Atlético Mineiro foi eliminado do Mundial de Clubes da Fifa de forma vergonhosa. Assim como o Internacional em 2006, faltou competência ao Galo.

Apesar do gol de falta, Ronaldinho, esteve longe de ser o jogador decisivo que foi durante a Libertadores. Tardeli, que fez um ótimo campeonato brasileiro, pouco pegou na bola. Assim, fica difícil.

Além do mais, desde o início do jogo, ficou claro que o Galo, não seria o Galo. Jogadores passivos diante de um Raja que fazia o jogo da vida. Mas, de forma muito mais prudente. Taticamente foi um baile. Contra ataques aos montes poderiam ter demolido o sonho atleticano, ainda no primeiro tempo.

A informação antecipada sobre a saída de Cuca do comando do time, talvez tenha sido determinante para o que vimos em campo. A impressão era a de que o Atlético era um bando, sem qualquer tipo de comando. Isso ficou evidente com a revolta na saída de campo, do lateral Marcos Rocha.

Perder para um clube marroquino, também, escancara o baixo nível do futebol praticado no Brasil. O Campeonato Brasileiro foi nivelado por baixo, com partidas horrorosas, que se arrastaram ao longo de toda a competição.


Foram seis meses de preparação para duas partidas, que se transformou em apenas uma. Hora de reconstruir. Se dentro de casa o clube demonstrou ser imbatível, fora dela, foi um fiasco. Cuca saiu. Agora, cabe ao presidente Kalil encontrar um treinador que continue a desenvolver um bom trabalho e mantenha o Atlético entre os grandes. Coisa que há muito tempo não acontecia. Foi um vexame, mas, a vida segue

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Futebol carioca em baixa

Se por um lado os paulistas foram mal na atual edição do Campeonato Brasileiro, o que dizer dos cariocas que podem ter dois times rebaixados, o Vasco e o Fluminense, último campeão do torneio. 

Desde o início da competição, o time cruzmaltino flerta com a zona de rebaixamento, já o tricolor, mesmo com boa parte do elenco anterior, entrou de vez na zona da degola nas últimas rodadas. Pior que isso, apostou em Wanderlei Luxemburgo para salvar o time e deu no que deu.

Caso se confirme o rebaixamento, o que o time fará com a contratação mais badalada das últimas semanas, o argentino Conca? E o Fred? Preferido de Felipão para a Copa do Mundo, disputará a Série B pela equipe das Laranjeiras? Em um cenário ainda mais desolador, o centroavante da seleção, por melhor que seja, poderá ser um jogador de segunda divisão.

O Fluminense tem um dos elencos mais caros do futebol brasileiro e, nada justifica o baixo rendimento da equipe durante toda a competição. O considerado time de guerreiros tem uma missão extremamente complicada na última rodada, enfrentará o Bahia, em Salvador e, mesmo que vença, terá que torcer por uma série de combinações de resultados para escapar. 

O Vasco terá pela frente o Atlético Paranaense, que luta pela terceira colocação e, consequentemente, por uma vaga na Libertadores do ano que vem. O time da Colina, caso seja rebaixado, enfrentará o segundo revés em apenas cinco anos, coisa de time pequeno e que, há muito tempo deixou de pensar grande, de acordo com as suas tradições.

Ou seja, pela primeira vez na história, poderemos ter apenas dois clubes do Rio de Janeiro na divisão de elite do futebol brasileiro em 2014. Se considerarmos que, Santa Catarina, poderá ter três representantes, caso o Criciúma permaneça, os clubes cariocas deverão repensar todo o seu planejamento para reverter essa situação vexatória.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

1º Desafio Ponte Preta de MMA

Foto: Divulgação
O público que compareceu ao Ginásio das Paineiras, em Campinas, no último sábado (20), para o 1º Desafio Ponte Preta de MMA e Muay Thai, não se decepcionou. O evento foi marcado por grandes combates e contou com a participação de academias renomadas dentro das artes marciais. 

O início dos combates foi marcado pela execução do hino nacional e, em seguida, por uma excelente apresentação de taiko japonês (tambores), que levantou os espectadores nas arquibancadas. A estrutura montada esteve a altura dos grandes eventos. Desde a pesagem até a última luta, tudo correu de maneira muito tranquila. 

As apresentações de Muay Thai amador foram um ótimo aperitivo para o público antes das lutas principais. Apesar da inexperiência dos lutadores, não faltaram vontade e empenho. 

Mas, o que o público queria mesmo era ação. E ela veio logo na primeira luta. Na categoria até 63 quilos, Gustavo Piacentini, o Piá, não deu a menor chance para o seu adversário. Visivelmente mais preparado, deu um verdadeiro show. Durante os três rounds castigou o lutador David Matias com socos e chutes potentes. No final, venceu com tranquilidade. 

Foto: Eduardo Vicente

Na luta seguinte, Flávio Pardinho, na categoria até 75 quilos, dominou amplamente o combate contra Guilherme Marcondes. Foi superior diante de um adversário que resistiu bravamente aos duros golpes recebidos durante toda a luta. O que Pardinho não esperava, aconteceu. Com 15 segundos para soar o gongo, Marcondes acertou um violento ganho de direita e levou seu oponente à lona. O juiz abriu a contagem e Pardinho não conseguiu se levantar. Vitória surpreendente de Guilherme Marcondes, que vibrou muito. 


Resultado contestado 

Na categoria até 66 quilos, Leonardo Wagner e Luiz Guilherme fizeram um grande combate. Com um início avassalador, Wagner partiu com tudo para cima do oponente e não parou de bater durante todo o primeiro round. Mas, mesmo após ser castigado, Luiz voltou mais concentrado e, aparentemente mais inteiro que o adversário. 

Com muita calma, reverteu a vantagem e fez um ótimo segundo assalto. No terceiro, deu um verdadeiro espetáculo de superação e deixou seu oponente acuado em vários momentos. Ao término do combate, as papeletas dos juízes deram vitória para Leonardo Wagner, o que provocou uma sonora vaia por parte da plateia. 

Mais contestação 

Na primeira luta de MMA, Átila Cowboy perdeu por pontos para Bruno Silva. O combate começou com muito estudo por parte dos dois lutadores. O primeiro round foi vencido por Bruno, que teve mais ação e derrubou seu adversário por duas vezes e se manteve mais ativo. Por pouco, o Cowboy não foi finalizado durante o segundo assalto. Com um mata-leão encaixado, faltou força para Bruno terminar a luta. Já no terceiro, Átila voltou melhor, dominou o combate, prensou seu oponente na grade e chegou a castigá-lo com vários golpes frontais. 

Apesar de ter a maioria na torcida, após ser declarado vencedor por pontos, Bruno Silva não obteve os todos os aplausos. Parte da arquibancada vaiou o resultado e o treinador de Átila foi tirar satisfação com os juízes, visivelmente irritado. 

O nocaute da noite 

Marcelo Lisboa nocauteou Neidson Reis, na categoria até 85 quilos. Após um início de combate muito estudado por parte dos lutadores, Lisboa acertou um cruzado de direita espetacular e, simplesmente, demoliu o seu oponente. 

O juiz interrompeu a luta na hora e foi necessária a entrada dos médicos para verificar a situação de Neidson Reis. Após o nocaute, o lutador, ainda meio assustado, queria continuar no combate, mas não havia menor condição. 

Luta principal 

Foto: Eduardo Vicente
Bruno Murata e Keker Capoeira entraram ovacionados no octógono. Cada um com sua torcida particular. Já na apresentação dos atletas, o barulho que vinha das cadeiras e arquibancadas prometia que o duelo seria dos mais interessantes. 

Kerker, logo de cara, tentou um chute giratório que passou no vazio. E ficou nisso. Logo em seguida, Murata demonstrou muito mais experiência, tranquilidade e confiança. Com potentes chutes na coxa esquerda, minou a resistência do seu adversário. 

No segundo round, Kerker ainda tentou algumas quedas mas, sem sucesso. Mostrou-se inexperiente para este tipo de evento. Enquanto o jogo do capoeirista não entrava, os golpes de Murata castigavam o oponente. Diretos, jabs e, principalmente os chutes destruíram a resistência de Kerker. Ao levar a luta para o solo, Murata encaixou um katagatami e pôs fim ao combate. Na comemoração, um salto em direção às grades do octógono e muita vibração junto à sua torcida.

Por: Marcos Forte

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Agora, só um milagre

De fato, a situação não está fácil para o lado do Palmeiras. Talvez o título da Copa do Brasil tenha feito mal ao elenco e à diretoria alviverde. Em primeiro lugar porque os adversários, com exceção do Grêmio, eram fracos. Depois, porque a maioria das partidas foi vencida à base das faltas cobradas por Marcos Assunção. 

O elenco é limitado e o ex-treinador, Luiz Felipe Scolari, nunca foi muito bom em pontos corridos. No início do brasileirão, todos diziam que os pontos perdidos em virtude da Copa do Brasil, seriam reconquistados naturalmente, não foram. 

Pior que isso, o time caiu de vez pelas tabelas. Culpa, além de um mau planejamento, na aposta cansativa em um treinador que jamais foi unanimidade no clube. Felipão cansou de dar entrevistas vazias nos momentos ruins, irônicas muitas vezes. Jamais falou da parte tática ou técnica. Apenas se lamentava da má sorte e nunca admitiu qualquer culpa.

Por outro lado, juntamente com a diretoria, Felipão foi o responsável por contratações duvidosas, jogadores que não tem capacidade de vestir e honrar a camisa do Palmeiras como, Leandro Amaro, João Vitor, Thiago Heleno, Betinho etc. A Diretoria demorou demais para substituir o treinador enquanto havia tempo. 

Agora, oito pontos atrás do Flamengo, primeiro time fora da zona de rebaixamento, só um milagre pode salvar o time de Parque Antártica. Até porque, mesmo com diversos confrontos diretos contra os times do Z-4, o Palmeiras não mostra qualquer tipo de recuperação. 

O destempero de jogadores como Luan e Juninho, no jogo de ontem, dão sinais claros do desespero em que o time se encontra. A revolta da torcida, a omissão da diretoria e o fraco desempenho em campo levam a crer que, se o milagre não acontecer, teremos mais uma vez o Palmeiras na Série B do Campeonato Brasileiro.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Júlio César e Deola: culpados?


Felipão, 700 mil por mês, e Tite, 500 mil, encontraram os culpados pela eliminação de Palmeiras e Corinthians, no Campeonato Paulista: Deola e Júlio César. Sim, os dois goleiros falharam nos jogos do mata-mata contra Guarani e Ponte Preta, respectivamente. Mas, os treinadores, claramente, usaram o mesmo argumento para o fracasso.

O Corinthians, até aqui, não empolgou sua torcida e, raramente, fez mais do que dois gols em uma partida. Marcos Assunção cansou de salvar o alviverde com suas cobranças de faltas. Mesmo que nenhum dos dois goleiros sejam unanimidades em seus clubes, não podem ser os únicos culpados.

Por parte do Corinthians, Danilo, Emerson, Jorge Henrique e Liédson, pouco ou nada fizeram durante a partida. No Palmeiras, Felipão contava com Valdívia, Barcos e as faltas de Assunção e, como nenhum deles resolveu, sobrou a culpa do fiasco para Júlio César e Deola.

Estamos na reta final da primeira parte da temporada. O time de Parque São Jorge, pela Libertadores e o Palestra, pela Copa do Brasil. E no momento em que os times mais precisam de confiança, os gênios do banco de reservas, resolvem que é hora de trocar os goleiros.

Cássio, Danilo Fernandes e Bruno, mal atuaram até aqui e, de repente, serão colocados em jogos decisivos e eu duvido que eles contem com a confiança dos treinadores e das torcidas. 

O goleiro é peça chave de todo e qualquer time e necessitam de muitos jogos para se firmarem e adquirirem a titularidade. E, como mencionado antes, nenhum deles tem status ou está a altura da grandeza dos dois times para tal feito.

Só espero que, em caso de novas eliminações, as diretorias cobrem de quem realmente tem que cobrar, os treinadores. E não deixem que estes, usem os goleiros como bodes expiatórios.

É esperar para ver!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ganso e mais nada!

Ainda não temos um time, isto é fato. A seleção brasileira sofre com a falta de ambição de seus jogadores e a falta de experiência do treinador Mano Menezes. Após três jogos na Copa América, a liga ainda não aconteceu. Com raros momentos de lucidez, apenas Ganso, tem se destacado positivamente.


Júlio César está longe de ser o goleiro ideal. Após o fiasco na Alemanha, o titular da seleção tem falhado demais e não passa segurança ao resto do time. Na defesa, Thiago Silva e Lúcio batem cabeça o tempo todo, isso ficou evidente nesses primeiros jogos. Daniel Alves não vem bem, em minha opinião, não deveria nem ser convocado. André Santos e Maicon até que fazem para o gasto.

No meio campo, Ganso, Ramires e Lucas Leiva não fazem tão feio. Mas, com exceção a Paulo Henrique Ganso, os outros dois apenas carregam piano. Pato desencantou. Neymar também. Robinho, um dos mais experientes do grupo, não apresentou nada nesta Copa América. Está cada vez mais parecido com Cristiano Ronaldo. A cada lance desperdiçado, vira para o lado em que tiver uma câmera, morde a camisa e lamenta. Aliás, é o que mais tem feito ultimamente.

Por fim, Mano Menezes. Ótimo treinador para o Grêmio, para o Corinthians, mas, ainda cru para a seleção brasileira. Incoerente em suas palavras e em suas atitudes. Elogia um jogador e põe outro para jogar. Fala em velocidade e o time é lento. Fala em equilíbrio e o time toma um contra-ataque atrás do outro. Fala em posse de bola e não vemos a bola.

De longe, nos dá a impressão de que os jogadores mandam na seleção. Mano gesticula, fala, esbraveja e, nada. O time continua sonolento e sem comando.

Ainda bem que temos Ganso! A inteligência, a calma e a precisão com que coloca os companheiros na cara do gol, tem sido de vital importância para o Brasil até aqui. Contra o Paraguai, participou dos dois gols. No segundo deles, com apenas um toque colocou Fred na cara do goleiro.

Ontem, contra o Equador, aconteceu o mesmo no segundo gol do Brasil. Bastou um toque para que ele deixasse Neymar diante das redes. No quarto gol, uma tabela com o mesmo Neymar, que resultou no gol de Pato.

Ganso contraria o que dizem os treinadores sobre velocidade, potência, agilidade e força. Ao contrário dos demais jogadores, ele joga com a cabeça, com sabedoria. Passos largos e velocidade de raciocínio. Tem tudo para ser um dos grandes jogadores do futebol mundial.

Entre torcer pelo Brasil e ver Ganso em campo, prefiro a segunda opção. Mesmo que seja com a camisa do Santos, do Barcelona ou de qualquer outro clube.